quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Transposição: inciam-se os trabalhos do Jurista José Delgado

O Ex-Ministro José Delgado estev reunido nesta manhã em Brasília com sindicalistas rondonienses, solicitou que em 10 dias os sindicatos elaborem a pauta da consulta que então será formalmente encaminhada para dar início aos trabalhos do parecerista.
A Comissão Intersindical deve reunir-se na próxima semana para quesitar a consulta que em seguida será encaminhada para este blogueiro para que tome sua formatação final. Na próxima quinta me foi imposta pelo prórpio parecerista a responsabilidade de entregar a consulta e inciar cjunto com ele os trabalhos de elaboração da peça.
Os Servidores que ainda tiverem dúvidas sobre itens da transposição poderão encaminhá-las diretamente aos seus respectivos sindicatos ou para o e-mail diego@nvadv.com.br. Toda a quesitação será feita com base nestas dúvidas e perguntas que serão formatadas para um padrão técnico, mas conservando sua essência.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Transposição: mistério e ansiedade

Os servidores públicos estão ansiosos para que se efetive a transposição dos para os quadros da União. A Emenda Constitucional já foi aprovada, há lei regulamentando a matéria, mas a coisa tarda a sair do papel e virar realidade.
Pior ainda, os servidores têm dúvidas, os Sindicatos têm anseios, o Estado desconhece e a União parece, muito mais, querer reduzir custos que dar cumprimento ao comando constitucional. Verdadeiro mistério é nossa transposição.
A Comissão Intersindical de Rondônia, pelo que tenho notícia, contratou o Jurista José Delgado, Ex-Ministro de STJ e elevado Acadêmico, para elaborar um parecer com a finalidade de elucidar dúvidas e dar segurança aos pleitos sindicais.
Apenas o conhecimento técnico é capaz de combater os males que hoje afligem nossa transposição.
Fiquei muito feliz porque me foi feito convite pelo Ministro Delgado para integrar sua equipe na elaboração de tal estudo. Um honra será trabalhar ao lado de tão grande homem e, mais, servir ao meu Estado num pleito que tomará a dimensão histórica.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Para uma noite de chuva

Recomeçam as chuvas que submergem nossa cidade, e, com elas, o romantismo daqueles que observam escorrer pelas janelas as gotas que a compõem. Numa dessas noites, ao som de Chet Baker, embalada por uma solitária taça de Malbec e pela falta que ela me faz um minuto após deixar-me, escrevi "Felicidade":

Quero a pílula da Felicidade
Que me arrebate a tristeza
Quero sorrisos e aplausos
Quero paz e repouso

Chega de guerras ou vencedores
Só sorrisos e amores
Sem dramas ou tramas
Apenas gargalhadas esparramadas

Pela grama onde repousa a infância!
Flores em troca de beijos
Sem palavras duras ou incertezas
Quero acabar com o tempo
[E esvair as horas]

Sem espaço ou eternidade
Que aconcheguem a ansiedade
Sem perdão ou misericórdia
Que confortem a infelicidade

Apenas hoje, quero pílulas da Felicidade
Encapsuladas em vinho
Afagos, beijos e carinhos
Quero você na minha boca

Quero que me tome
Sem nenhuma roupa

Quero pílulas da felicidade!

Porto Velho, 6 de outubro de 2010

Diego de Paiva Vasconcelos

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Poesia, Cordel, Zé da Luz e Robson Oliveira

Desde sempre me interessei por poesia, mas, à despeito de minha origem nordestina, foi apenas em 2003 que abri os olhos para o cordel. Na verdade, abriram meus olhos.

Lembro com clareza da tarde de domingo na casa do Hiram Marques, então Presidente de nossa seccional da OAB, quando Robson Oliveira, jornalista, advogado e paraibano, nos transportou por uma viagem poética através do cordel, declamou versos de Zé da Luz, o primeiro foi a "flô de Puxinanã", paródia de "As flô de Geremetáia", esta última de autoria de Napoleão Menezes.

Me apaixonei pelo texto de "Ai! Se sesse", entanto, em homenagem ao amigo Robson transcrevo para este blog os versos de Zé da Luz, seu poema de cordel favorito e não o meu:

As flô de Puxinanã

Três muié ou três irmã,
três cachôrra da mulesta,
eu vi num dia de festa,
no lugar Puxinanã.


A mais véia, a mais ribusta
era mermo uma tentação!
mimosa flô do sertão
que o povo chamava Ogusta.


A segunda, a Guléimina,
tinha uns ói qui ô! mardição!
Matava quarqué critão
os oiá déssa minina.


Os ói dela paricia
duas istrêla tremendo,
se apagando e se acendendo
em noite de ventania.


A tercêra, era Maroca.
Cum um cóipo muito má feito.
Mas porém, tinha nos peito
dois cuscús de mandioca.


Dois cuscús, qui, prú capricho,
quando ela passou pru eu,
minhas venta se acendeu
cum o chêro vindo dos bicho.


Eu inté, me atrapaiava,
sem sabê das três irmã
qui ei vi im Puxinanã,
qual era a qui mi agradava.


Inscuiendo a minha cruz
prá sair desse imbaraço,
desejei, morrê nos braços,
da dona dos dois cuscús!